sexta-feira, março 31, 2006

Só tua.

"Parece que o meu coração quer saltar.me do peito, de tão forte que bate. Está irrequieto, mas não por uma boa razão e a culpa é tua.
Só tua.
Tenho saudades de quando me sentia feliz, por tua culpa.
Só tua.
Mas isso mudou, e a culpa é tua.
Só tua.
Mudou porque me viraste do avesso por completo, e odeio.te por isso.
Odeio.te por teres usado a palavra 'Amo-te' em vão.
Odeio.te por, em vez de secares as minhas lágrimas, fazeres com que estas nao parassem de rolar, dia após dia; por me teres afastado de todos.
Terás.me confudido com um brinquedo teu? que usas, abusas e fazes dele o que queres?
Não, comigo não funciona assim. Tenho pena, a sério que tenho. Pena por achares que tudo pode ser feito à tua maneira independentemente de quem possas vir a magoar.
Odeio sentir.me assim, presa a ti.
Saber que avançaste com a tua vida e o teu 'histórico' fantástico, enquanto eu fico aqui, sentada num canto, sem articular palavra, a pensar sempre no mesmo assunto, o assunto que nao me levará a lado nenhum e me faz mal, à alma.
E a culpa é nossa.
Só nossa."

quinta-feira, março 30, 2006

...and then leave me alone.

"Sing me to sleep
Sing me to sleep
I'm tired and I
I want to go to bed

Sing me to sleep
Sing me to sleep
and then leave me alone
Don't try to wake me in the morning
'cause I will be gone
Don't feel bad for me
I want you to know
Deep in the cell of my heart
I will feel so glad to go

Sing me to sleep
Sing me to sleep
I don't want to wake up
On my own anymore"

(...)


The Smiths - Asleep

...! *

terça-feira, março 21, 2006

co'a breca.

Estou assim.. ligeiramente farta de tudo e de todos. Ligeiramente farta que não possa haver nada que corra completamente bem e farta também de todos os dias ter alguém a chatear.me o juízo, farta de não ter um bocadinho de paz, um momento.
Enfim, eu nao gosto disto, eu odeio isto, eu odeio ter de me queixar, odeio o facto de ter de vir aqui deixar qualquer coisa que ninguém irá entender, mas nao importa. Odeio ter escrito isto, odeio queixar-me.. mas quem sou eu para me queixar? passa.me tanta coisa pela cabeça, do género "Foda.se, que azar.." é isto que penso. que EU penso.. EU que tenho um tecto para me proteger do frio e do calor, EU que tenho sempre uma refeição à minha espera, EU que frequento um estabelecimento escolar, EU que.. muitas outras coisas. E é isto que eu penso, que tenho azar, até posso ter, mas o que pensará a criança que, neste preciso momento, chora com frio e fome?

quarta-feira, março 15, 2006

Vício de ti

Coisas.
Coisas muito boas
Coisas boas
Coisas menos boas
Coisas Más.

E pronto é daquelas coisas, assim e coiso.
Quero escrever e nao consigo, não me sai nada, nao consigo articular palavras.


Amigos como sempre
dúvidas daqui p'ra frente
sobre os seus propósitos
e difícil não questionar
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece

Não me esqueci, não antevi, não adormeci o meu vício de ti

Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
sem receio atraí-te as minhas fontes
por inspiração passamos onde mais ninguém passou
ali algures algo entre nós se revelou

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, nao vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar?

Não me esqueci, não antevi, não adormeci o meu vício de ti

Eu canto a sós p'ra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...
será melhor deixar andar?


"Mesa - Vício de ti"

terça-feira, março 14, 2006

Utopia o.O

É dificil exprimir aquilo que sinto. Existem coisas que adoraria dizer-te, coisas que contigo desejava partilhar, mas não, não irei fazê-lo.
Olho para ti, tento buscar força, mas não encontro. Ali continuas perplexo, a olhar-me nos olhos... Oh, quem me dera poder dizer-te o quão bonito é o seu azul, azul do céu.
Espero poder um dia ver-te, olhar-te, mas espero também que esse momento seja real, e que na altura em que nos olharmos nos olhos, me possas sorrir e sugerir que enlacemos as nossas mãos.
Aqui continuo sentada, a escrever aquilo que nunca irás ler, aquilo que nunca te poderei dizer.
Tempo traiçoeiro que fez com que nos desencontrássemos, tempo esse que, um dia, poderá também fazer com que nos encontremos, e que possa partilhar contigo tudo aquilo que desejo, mas contigo, não com uma fotografia.



(Textinhos básicos para Língua Portuguesa ^.^ )
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